As vezes o amor dura, mas as vezes ele fere em vez disso.
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Não foi planejado, nem premeditado. Foi só um querer estar perto e cuidar, tomar todas as dores e lágrimas como se fossem suas. A vontade e o desejo vieram depois, bem depois. Não foi um lance de corpo, foi um lance de alma. Não foi o jeito de escrever, ou de se vestir. Foram as palavras. Uma saudade e uma urgência daquilo que nunca se teve, mas era como se já tivesse tido antes. Foi amor. É amor.
Tati Bernardi. (via te-perceber)


Olhando para trás, porque às vezes só bem mais a frente conseguimos entender certas coisas do passado, eu percebo que, em vários momentos, ainda que eu não pedisse, parece ter acontecido o que Deus sabia que era melhor para mim e não o que eu imaginava, superficialmente, saber. Percebo que em algumas circunstâncias em que cheguei a lamentar pelo insucesso de planos que eu considerava os melhores do mundo, eu estava, na verdade, sendo poupada de encrencas das grandes.
— Ana Jácomo  (via desafogue)






O amor vai até onde tem que ir. Até onde os dois quiserem. Até onde se propuserem a lutar. O amor dura para os fortes, para os que não têm medo de passar por obstáculos, por rotina, por empecilhos, por dificuldades e, também, por infinitas alegrias.
Clarissa Corrêa   (via atitude-de-uma-garota)


Nunca senti tanta vontade de desistir de tudo como tenho sentido ultimamente. Acho que o meu mundo resolveu desmoronar ao mesmo tempo, de todas as formas possíveis. Tudo parece querer dar errado, e não sou capaz de lutar e me matar para fazer meu melhor, e ver que meu esforço vai ser em vão, porque sei que tudo vai dar errado do mesmo jeito. Então simplesmente sei que não faz diferença.
Nada do que eu faço é bom, nada do que eu faço serve para porra nenhuma e tudo o que eu faço é errado, idiota, e é coisa de gente perdedora. Pois bem, acho que é isso que eu me tornei: uma perdedora. Eu já assumo que perdi sem nem mesmo lutar. Não tenho vontade de lutar. Eu não tenho vontade de acordar, não tenho vontade de sair da cama e enfrentar essa gente estúpida e fútil que eu sou obrigada há aturar todo dia. Não tenho a menor vontade de sorrir, fingir e ser agradável.
Essa coisa de conviver sempre com pessoas que nunca gostaram muito de mim me deixou meio insegura, paranoica e desconfiada. Sempre que alguém demonstra gostar um pouquinho de mim, fico meio louca. Procuro problemas onde não tem, tenho ciúmes do ar que respira e preciso desesperadamente de atenção, carinho e tudo que possa me fazer sentir amada. Isso assusta todo mundo, isso faz com que todo mundo vá embora. Sempre foi assim, porque agora seria diferente?
Você me fez sentir viva de novo. Viva como não me sentia há muito tempo. Além de me fazer abandonar velhos hábitos suicidas, você me fez sorrir de verdade. Agora eu estou meio apavorada, não quero te perder, não quero que você vá embora só porque mais uma vez, minhas loucuras, meus medos e milhares de inseguranças falaram mais alto do que todo o sentimento que eu sinto por você.
Eu sou assim, sinto tantas coisas ao mesmo tempo, que às vezes preciso respirar fundo e contar até 1000 para não arrancar meu coração fora. Definitivamente não sei controlar meus sentimentos, não consigo ser racional e pensar antes de agir. Sou impulsiva, faço muitas besteiras quando estou chateada e magoada. Machuco quem está perto de mim, me machuco de todas as maneiras que posso imaginar…
Isso de perder quem eu amo cada vez mais virou algo comum. Não é só com você, mas com meus pais, meus amigos, todo mundo que é importante para mim. Ninguém consegue me entender, ninguém parece querer me entender. É mais fácil simplesmente se afastar do que ficar e enfrentar um quebra-cabeça de 5000 peças, sendo que logo ali na esquina pode-se encontrar um com só 10.
Agora se você leu tudo isso, deve estar se perguntando que porra eu estou arrumando escrevendo tudo isso, deve estar achando que eu endoidei de vez ou qualquer caralho do tipo, mas toda essa enrolação serviu para tentar mostrar um pouquinho de como eu estou me sentindo, e o quanto eu me pergunto “por quais motivos eu ainda devo continuar?” e se para um bom entendedor, meia palavra basta, não é necessário explicar o significado dessa pergunta. E sabe porque a resposta dói e me faz querer chorar? Eu só estou tendo um verdadeiro motivo para continuar: ter você. É exatamente por isso que minhas inseguranças e medos são levados em consideração na nossa história. Porque eu sei que se eu te perder, vou perder meu porto seguro, minha estabilidade e o restinho de fé e esperança que ainda restaram na minha alma. Sei que se eu me decepcionar com você, agora, que eu estou passando por tantas divergências com o meu interior, não vou ser forte o bastante para seguir em frente.
Muitas vezes já pensei em desistir, já tentei desistir de viver, mas ainda existe uma razão para continuar, e sem você, essa razão vai deixar de existir, portanto, eu também não vou ter mais uma razão para continuar a viver. Parece drama, não é? Mas não é drama, é desespero. Não quero voltar a ser o que era antes de te conhecer, não quero voltar a sobreviver, respirar e ser um robô. Não quero acordar, ir para o colégio, tudo e todo mundo, ter vontade só de comer, beber (muito álcool, de preferência) e dormir. Depois que você me trouxe de volta a vida, não sou forte para voltar a essa infelicidade. Não sou e não quero ser capaz disso. É triste demais, e se for para ter uma vida assim, eu simplesmente prefiro não ter.
Por isso eu te peço, se você realmente me ama, não desista de mim ainda, porque eu te amo muito, e não vou desistir de você. Quando se ama, é preciso enfrentar muita coisa, muitas brigas e desentendimentos, mas no final sempre acaba valendo a pena. Se for para ser, será, mas a gente consegue fazer dar certo se tiver amor, compreensão, sinceridade e perdão. Eu tenho mil razões para desistir, e uma que me faz seguir sorrindo. E enquanto essa razão existir, sou apta a lutar contra tudo e todos, de enfrentar uma guerra ser for preciso. Porque eu sei que valerá a pena para ter você comigo.
— (e-verything) em mil razões para desistir.  (via e-verything)


Sou feita de exageros, e quando digo isso, quero dizer em todos os sentidos possíveis. Eu sempre vou sentir demais, demonstrar demais, querer demais e correr atrás. Vou cometer loucuras para ter quem eu amo perto de mim, não coloco limites nos meus excessos e isso assusta e as afasta ainda mais de mim. Sou intensa, sou mais do que podem suportar. Então eu sei que quem chega, vai embora quão rápido chegou. E saber disso dói. Essa coisa de me fazer sentir e depois ir embora sem olhar para trás vai matando partes do meu coração aos pouquinhos e eu definitivamente não sei até quando vou suportar tantas despedidas. Não quero que você vá embora, mas se é isso que você deseja, não vou impedir ou implorar para que fique. Posso apenas oferecer todo meu amor, e rezar para que isso seja suficiente para você ficar.
— (e-verything)


Se meu coração não se emociona mais com a presença dele, fiquei me perguntando o que eu estava fazendo ali. Se não sonho mais, não planejo mais, não desejo mais, não espero mais nada, o que eu estava fazendo ali? Não te amo mais, queria dizer a ele, pela primeira vez, sem esperar que ele sofresse com isso. Sempre quis que ele sofresse com esse dia. Mas justamente porque eu não o amo mais, nem quero mais que ele sofra. Aliás, não quero mais nada. Só ir embora. Claro que sobrou um carinho, uma amizade, uma graça. Mas tudo aquilo que era gigantesco, tudo aquilo que parecia ser maior do que eu mesma, que me soterrava, que me transportava pra outra realidade…tinha acabado. Então, por quê? Quero namorar esse homem? Não. Quero casar, ter filhos, envelhecer ao lado dele? Não mais. Nunca mais. Quero dormir com ele, ainda que daquele jeito errado em que minha solidão procura um abraço e a solidão dele procura sei lá eu o quê? Não. Quero reviver uma memória pra me sentir viva, emprestar uma alegria pura do passado? Não, tô fora de continuar sempre no mesmo lugar, me roubando minhas próprias histórias.Quero lamentar a falta de um beijo inteiro, um abraço de verdade, um carinho sem medo e uma atenção entregue sem nenhum egoísmo? Não. Não quero mais mudar ou fantasiar ninguém. Deixa o mundo ser como é. Deixa ele ser como ele é.O que eu queria, que era jogar uma conversa fora com uma pessoa que me conhece tão bem e há tantos anos, eu já tinha conseguido. Matar o tempo, rir da alma. E só. Coisa de no máximo uma hora. Mas eu já estava lá há duas.Quando ele finalmente parou de falar e a minha cabeça parou de gritar, o silêncio me contou um segredo que há muito tempo eu já desconfiava: é preciso coragem pra sair do automático.Quando minha mãe briga comigo, mesmo ela sendo uma senhorinha fofa e eu tendo o dobro do tamanho dela, sinto uma espécie de medo descabido e antigo, como se eu ainda fosse aquele menininha de maria-chiquinha. É o sininho do Pavlov, que fazia o cachorro babar por comida mesmo que não estivesse mais com fome. A mente é automática, viciada, comandada, acostumada.Quando entro em um avião, mesmo eu tendo mais de trinta anos nas costas e milhas acumuladas de muitas viagens, minha mente insiste em me mandar lembranças da mesma menina de maria-chiquinha, que tinha medo de ficar longe da mãe, que passava mal longe de casa, que odiava lugares fechados e altos.E é por isso que quando ele, a pessoa que eu mais amei no mundo (amei sem os bloqueios e sem a amargura que veio depois de tanto amor) me pede pra ficar, eu fico. Se alguma química do meu cérebro obedeceu aquela voz por anos, por que haveria de parar de obedecer agora?Mas ontem, quando finalmente peguei minha bolsa e fui embora, senti um alivio imenso e novo. E combinei que meus pensamentos condicionados não mandam mais nada. Nadinha. Chega de ser comandada pela parte mais sem alma da minha existência. Ainda que encarar um coração vazio seja mais assustador do que obedecer à velhos padrões, o prazer da coragem é sempre muito maior que qualquer susto.
Tati Bernardi.  (via segredosdeumpoeta)


1 em 5 adolescentes já pensaram em suicídio, cerca de 1 em 6 adolescentes já fizeram planos para cometer suicídio, e mais de 1 em 12 adolescentes tentaram suicídio ano passado. Assim como 8 em 10 adolescentes que cometeram suicídio tentaram pedir ajuda de alguma forma antes de se matarem. Reblog se você está sempre disposto(a) a ouvir alguém.




Se eu pudesse usar uma metáfora, diria que abriram a janela do meu peito e tudo de bom saiu voando. Eu carrego só uma jaula suja e escura agora. Se eu pudesse usar uma metáfora, eu diria que tiraram as rodinhas dos meus pés. Eu deslizava pelo mundo. Era macio existir. Agora eu piso seco no chão, como um robô que invadiu um planeta que já foi habitado por humanos. Mas eu não posso usar metáforas porque seria drama, seria dor, seria amor, seria poesia, seria uma tentativa de fazer algo. E tudo isso seria menos.
Tati Bernardi (via segredosdeumpoeta)